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20-05-2026 | PROPOSTA DE EMENDA AO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO ROVUMA LNG SEGUE PARA APRECIAÇÃO TÉCNICA

Avaliação decorre no âmbito das competências regulatórias do INP e envolve uma equipa técnica multissectorial governamental

O Instituto Nacional de Petróleo (INP) coordena, no âmbito das suas competências regulatórias, a avaliação técnica da proposta de Emenda ao Plano de Desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG, submetida pelos parceiros da Área 4 Offshore da Bacia do Rovuma.

A apreciação decorre nos termos dos procedimentos legais e contratuais aplicáveis ao sector de petróleo e gás em Moçambique. E, de acordo com o Decreto-Lei n.º 2/2014, de 2 de Dezembro, o Plano de Desenvolvimento deve ser submetido ao Ministro que superintende o sector de petróleos, para posterior aprovação pelo Governo, podendo ser solicitados esclarecimentos, informação adicional ou correcções durante o processo de análise.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do INP, Engenheiro Nazário Bangalane, a duração da avaliação dependerá da complexidade da proposta, das constatações da equipa técnica e da resposta das concessionárias a eventuais pedidos de esclarecimento ou ajustamentos. No entanto, “tratando-se de um projecto estruturante para Moçambique, com potencial para contribuir para a arrecadação de receitas, dinamizar a economia, reforçar o conteúdo local e assegurar a alocação de mais gás natural ao mercado doméstico, existe interesse em que o processo decorra com celeridade, respeitando os procedimentos legalmente estabelecidos”, afirmou o PCA do INP.

Para assegurar uma apreciação coordenada, o Conselho de Ministros criou, através da Resolução n.º 16/2026, de 6 de Março, o Comité Interministerial de Coordenação ao Plano de Desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG. A Resolução prevê ainda uma Equipa Técnica multissectorial, coordenada pelo INP, responsável pela análise de matérias como viabilidade económica, financiamento, gás doméstico, conteúdo local, plano de depleção do depósito e questões tributárias.

Refira-se que, a proposta em apreciação corresponde a uma Emenda ao Plano de Desenvolvimento inicialmente aprovado pelo Conselho de Ministros através da Resolução n.º 29/2019, de 5 de Junho. O Projecto Rovuma LNG consiste em dois módulos de liquefacção de gás natural, com capacidade de 7,6 MTPA cada, perfazendo uma capacidade total de produção de 15,2 MTPA, a partir dos recursos provenientes do campo Mamba, localizado na Área 4 Offshore da Bacia do Rovuma.

A Decisão Final de Investimento deverá ser anunciada em momento subsequente à aprovação da Emenda ao Plano de Desenvolvimento pelo Governo, concluída a etapa de avaliação técnica.

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ÁREA 1

Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.

ÁREA DE DESCOBERTA PROSPERIDADE

Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.

4 Reservatórios Transzonais:

  • Oligoceno Superior Norte;
  • Oligoceno Superior Sul;
  • Oligoceno Inferior;
  • Eoceno Superior;

ÁREA DE DESCOBERTA TUBARÃO

Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural

Os Reservatórios do são do Paleoceno.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural. 

DESCOBERTAS TUBARÃO TIGRE E ORCA (CRETÁCICO LEQUE 1, 2 E 3), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.

DESCOBERTA ORCA (LEQUE DO PALEOCENO MEDIO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.

A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.

O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.

DESCOBERTA TUBARÃO (EOCENO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.

O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.

O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.