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Projectos

Projectos em vigor

Projeto Interesse Participativo (%) Localização Área Tipo de Contrato Ano do Contrato Âmbito Fase
PPA SPT 70 Bacia de Moçambique Bloco de Pande/Temane Acordo de Produção de Petróleo (APP) ou PPA na sigla inglesa 2000 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Produção
IFC 5
CMH 25
PSA SPM 100 Bacia de Moçambique Bloco de Pande/Temane Contrato de Partilha de Produção (CPP) ou PSA na sigla inglesa 2000 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Desenvolvimento
Coral Sul FLNG MRV 70 Bacia do Rovuma Área 4 Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção 2006 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Produção
ENH 10
Galp Energia Rovuma B.V. 10
KOGAS Moçambique Ltd. 10
Golfinho/Atum (Mozambique LNG) Total E&P Mozambique Area 1, Limitada 26,5 Bacia do Rovuma Área 1 Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção 2006 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Força Maior
ENH 15
Mitsui E&P Mozambique Área 1 20
ONGC Videsh Ltd 10
Beas Rovuma Energy Mozambique Ltd 10
BPRL Ventures Mozambique B.V 10
PTT Mozambique Área 1 8.5
Rovuma LNG MRV 70 Bacia do Rovuma Área 4 Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção 2006 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Condição Suspensiva
ENH 10
Galp Energia Rovuma B.V. 10
KOGAS Moçambique Ltd. 10
ROMPCO CMG 40 Inhambane e Maputo N/A Contrato de Concessão do Gasoduto 2000 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Operação
Sasol 20
iGas 40
MGC GIGA 49,60 Inhambane e Maputo Área 4 Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção 2006 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Condição Suspensiva
CDGM 25,20
ENH 25,20

Projectos em vigor

Projeto Interesse Participativo (%) Localização Área Tipo de Contrato Ano do Contrato Âmbito Fase
PPA SPT 70 Bacia de Moçambique Bloco de Pande/Temane Acordo de Produção de Petróleo (APP) ou PPA na sigla inglesa 2000 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Produção
IFC 5
CMH 25
PSA SPM 100 Bacia de Moçambique Bloco de Pande/Temane Contrato de Partilha de Produção (CPP) ou PSA na sigla inglesa 2000 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Produção
Coral Sul FLNG MRV 70 Bacia do Rovuma Área 4 Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção 2006 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Produção
ENH 10
Galp Energia Rovuma B.V. 10
KOGAS Moçambique Ltd. 10
Golfinho/Atum (Mozambique LNG) Total E&P Mozambique Area 1, Limitada 26,5 Bacia do Rovuma Área 1 Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção 2006 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Desenvolvimento
ENH 15
Mitsui E&P Mozambique Área 1 20
ONGC Videsh Ltd 10
Beas Rovuma Energy Mozambique Ltd 10
BPRL Ventures Mozambique B.V 10
PTT Mozambique Área 1 8.5
Rovuma LNG MRV 70 Bacia do Rovuma Área 4 Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção 2006 Pesquisa, Produção, e Comercialização de Hidrocarbonetos Em Desenvolvimento
ENH 10
Galp Energia Rovuma B.V. 10
KOGAS Moçambique Ltd. 10
ROMPCO CMG 40 Inhambane, Gaza e Maputo N/A Contrato de Concessão do Gasoduto 2000 Transporte de Hidrocarbonetos Em Operação
Sasol 20
iGas 40
MGC GIGA 49,60 Maputo N/A Contrato de Concessão de Gasoduto 2003 Transporte de Hidrocarbonetos Em Operação
CDGM 25,20
ENH 25,20

CAMPO em Produção

O gás natural no país, é actualmente produzido a partir de três (3) campos, dos quais dois (2) estão localizados na Bacia de Moçambique e um (1) na Bacia do Rovuma. tendo em conta a existência de  Planos de Desenvolvimento já aprovados, está previsto que mais cinco (5) campos entrem em produção.

Campo Área Recurso Ponto de Situação Ano da Descoberta Início da Produção Operador
Temane Pande/Temane Gas Natural produção 1957 2004 SPT
Temane Pande/Temane Gas Natural produção 1957 2004 SPT
Temane Pande/Temane Gas Natural produção 1957 2004 SPT

CAMPO em Produção

O gás natural no país, é actualmente produzido a partir de quatro (04) campos, dos quais três (03) estão localizados na Bacia de Moçambique (Temane, Pande e Inhassoro) e um (1) na Bacia do Rovuma (Coral).

Tendo em conta a existência de Planos de Desenvolvimento já aprovados, está previsto que mais dois (02) campos entrem em produção na Bacia do Rovuma, nomeadamente, Golfinho/Atum e Mamba.

A produção na Bacia de Moçambique iniciou em 2004 através do campo Temane e posteriormente o Campo Pande. Em 2022 iniciou a produção na Bacia do Rovuma, através do Campo Coral. Em 2025, iniciou a produção a partir do campo de Inhassoro, na Bacia de Moçambique.
Campo Bacia Área Ponto de Situação Ano da Descoberta Início da Produção Operador
Temane Moçambique Pande/Temane Em produção 1957 2004 SPT
2024 SPM
Pande Moçambique Pande/Temane Em produção 1961 2009 SPT
Pande 2025 SPM
Inhassoro Moçambique Pande/Temane Em produção 1965 2025 SPM
Coral Rovuma Área 4 Em produção 2010 2022 MRV

Produção

A produção do gás natural em Moçambique iniciou em 2004 através do campo Temane e  mais tarde, em 2009 reforçado com o início da  produção do campo Pande. Em 2022, iniciou a produção de gás natural através do campo Coral, o qual é liquefeito para comercialização no mercado internacional

Produção

A produção de gás natural em Moçambique iniciou em 2004, através do campo Temane e mais tarde, em 2009, reforçado com o início da  produção do campo Pande. Em 2022, iniciou a produção de gás natural, através do campo Coral, o qual é liquefeito para comercialização no mercado internacional.

PRODUÇÃO

Poços resultantes das operações de petróleo e gás em Moçambique

GNL Vendido
0 Mton
Carregamentos de GNL
0
Gás Natural Vendido
0 MGJ
Condensado Vendido
0 M de bbl
GNL Vendido
0 Mton
Carregamentos de GNL
0
Gás Natural Vendido
0 MGJ
Condensado Vendido
0 M de bbl

PPA

PPA

Gás natural

O cumulativo de gás produzido (Produção líquida) desde o início da producao  até Julho de 2024 é de 3.062,75 MGJ (Milhões de Giga Joule), do qual 2.707,74 MGJ foi exportado e   354,76 consumido no mercado nacional (royalty em espécie e gas comercial)  

O gráficos abaixo ilustram o perfil de produção anual do gás natural assim como das quantidades exportadas e consumidas no mercado nacional. 

Gás natural

O gás natural é produzido a partir dos campos de Pande, Temane e Inhassoro ao abrigo do  Contrato de Produção de Petróleo e do Contrato de Partilha de Produção (PPA e PSA na sigla inglesa).

O cumulativo de gás produzido (Produção líquida) desde o início da produção até Outubro de 2025 é 3,306.41 PJ (correspondentes a cerca de 79,481,009,615.38 m3), sendo 3,278.66 PJ para o PPA ( correspondentes a cerca de  78,813,942,307.69 m3) e 27.75 PJ para o PSA (correspondentes a cerca de  667,067,307.69 m3), conforme ilustrado no gráfico do perfil de produção abaixo.

Condensado

O condensado derivado da produção do gás é estabilizado na Central de Processamento de gás, armazenado e posteriormente vendido no mercado internacional. Desde o início da produção até Julho do ano em curso (2024) foram produzidos um total de 8.611.827,75 barris e vendida uma quantidade de 8.530.463,25barris

Condensado

O condensado é obtido a superfície, como resultado  da produção do gás natural, ao abrigo dos diferentes contratos de produção de gás existentes. Assim, até Outubro de 2025, foi produzido um total cumulativo de 13,859,239.13 bbl, sendo 8,994,203.51 bbl produzidos a partir do PPA, 115,693.65 bbl do PSA, e 4,749,341.97 bbl do  Coral Sul FLNG.

Coral Sul FLNG

O projecto Coral Sul FLNG, desde o início da produção (Outubro de 2022) até  Julho de 2024, produziu um cumulativo de 4.677.786,96 toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL) e  exportou um total  de 4.660.188,99 toneladas de GNL, correspondentes a 67 carregamentos.

Coral Sul FLNG

O projecto Coral Sul FLNG, desde o início da produção (Outubro de 2022) até  Julho de 2024, produziu um cumulativo de 4.677.786,96 toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL) e  exportou um total  de 4.660.188,99 toneladas de GNL, correspondentes a 67 carregamentos.

Relativamente ao condensado, desde o início da produção até Julho de 2024, produziu um cumulativo de  2,487,237.00 barris dos quais  2,181,989.60 barris foram exportados, correspondentes a 10 carregamentos.

Relativamente ao condensado, desde o início da produção até Julho de 2024, produziu um cumulativo de  2,487,237.00 barris dos quais  2,181,989.60 barris foram exportados, correspondentes a 10 carregamentos.

Gás no Mercado Nacional

Até ao momento o gás utilizado no mercado nacional provem dos campos de Pande e Temane e é usado por mais das 30 empresas localizadas em Vilanculos, Chokwe, Ressano Garcia, Machava, parque industrial da Matola, Beluluane, tais como a CTRG, Gigawatt, Mozal, Merec, Companhia Industrial da Matola, Fasorel e Coca Cola SABCO (Moçambique). A outra parte, foi alocada à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P, para uso residencial e comercial nos distritos de Vilanculos, Inhassoro, Govuro e arquipélago de Bazaruto na província de Inhambane, bem como em Maputo e Marracuene, cuja distribuição iniciou em 2014.

Gás natural Liquefeito (GNL)

O gás natural produzido ao abrigo do Contrato de Concessão para Pesquisa e Produção (CCPP) da área 4, no âmbito do Projecto Coral Sul FLNG é liquefeito e armazenado para posterior carregamento (venda e exportação). Desde o início da produção (Outubro de 2022) até  Dezembro de 2025  foi produzido um cumulativo de 9,493,377.7 toneladas de Gás Natural Liquefeito (Ton de GNL), correspondentes a 21,646,728.00 m3 de GNL. Da quantidade produzida, foram exportadas  um total  de GNL, correspondentes a 21,550,584.00 m3, por via de  127 carregamentos.

Gás natural para o Mercado Nacional

O Regulamento das Operações petrolíferas prevê que  25% do Petróleo e gás natural produzido  seja disponibilizado para o uso no mercado doméstico.  Até ao momento o gás utilizado no mercado nacional provém dos campos de Pande e Temane e é usado por mais das 30 empresas localizadas em Inhambane, Gaza e Maputo, tais como a CTRG, Gigawatt, Mozal, Merec, Companhia Industrial da Matola, Fasorel e Coca Cola SABCO (Moçambique) entre outas. No âmbito da disponibilização do gás ao mercado doméstico, foi igualmente  alocada à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P, gás natural para uso residencial e comercial nos distritos de Vilanculos, Inhassoro, Govuro e arquipélago de Bazaruto na província de Inhambane, bem como em Maputo e Marracuene, cuja distribuição iniciou em 2014.

O gás natural actualmente em uso no mercado domestico é subdividido em duas categorias, nomeadamente, o gás do royalty, que é resultante do Imposto Sobre a Produção e o gás comercial.

Gás Comercial

Desde a entrada em vigor do Contrato de compra e venda para o mercado nacional em 2013, foram comercializadas cerca de 234,8 MGJ (79,06%) de um total de 297 MGJ.

Gás Comercial

Desde a entrada em vigor dos Contratos de Venda para o mercado nacional em 2013 (GSA3) que preconizam a venda de gás para a CTRG, MGC Gigawatt, ENH Kogas e ENH, foram comercializadas até Outubro de 2025 cerca de 297.36MGJ 80,89% do  total previsto  (351 MGJ).

Gás de Royalty

Desde o início da produção até 2023 o total de gás do Imposto sobre a Produção de Petróleo (IPP) foi de 143,95 MGJ dos quais foram pagos em espécie 81,59 MGJ. E em dinheiro 62,35 MGJ. Ou seja o país ao longo deste período utilizou cerca de 56,68% de gás do Royalty.

Gás de Royalty

Desde o início da produção até Outubro de 2025 foram entregues a título de Imposto sobre a Produção de Petróleo-IPP (Royalty) um total de 159.15MGJ dos quais foram pagos em espécie 48MGJ, e em dinheiro 63.27MGJ.

Com a aprovação dos projectos de produção de gás natural liquefeito na bacia do Rovuma, espera-se que sejam disponibilizados para o uso em diferentes projectos no mercado doméstico pouco mais de 900 milhões de pés cúbicos de gás por dia (MMscf/d).

Descrição dos PROJECTOS

Descrição dos PROJECTOS

O Contrato de Produção de Petróleo (CPP), relativo aos blocos unificados dos campos  de Pande e Temane (em terra), foi celebrado a 26 de Outubro de 2000 entre o Governo de Moçambique, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P, Sasol Petroleum Temane Lda. e a Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, SARL. com o objectivo produzir e comercializar Gás natural e Condensado em mercados de Moçambique e África do Sul.

O gás produzido a partir dos referidos campos é processado na Central de Processamento de Gás Natural (CPF na sigla inglesa) em Temane e transportado por um gasoduto (Moçambique to Secunda Pipeline-MSP) de cerca de 867 km de extensão, para o abastecimento no mercado nacional e Sul Africano.

A Produção do gás natural teve início em 2004, com uma capacidade contractual de 120 Milhões de Giga Joules/ano (MGJ/a) através do Primeiro contrato de Venda de Gás (GSA1), e  qual sofreu sucessivas expansões até alcançar a capacidade contractual actual de 197 MGJ/a, acomodando as obrigações contratuais do primeiro, segundo e terceiro contrato de venda de gás (GSA1, GSA2 e GSA 3) incluindo o IPP;

O IPP devido ao Governo ao   abrigo do APP, corresponde a 5% do gás produzido e vendido, podendo ser entregue em espécie ou em valor monetário.

O APP para além do fornecimento do gás ao mercado sul africano através dos GSA 1 & 2,  contempla também o fornecimento de 27 MGJ/a  ao mercado nacional através do GSA3. Esta quantidade combinada ao IPP em espécie (cerca de 9 MGJ/a) é utilizada no mercado nacional para a geração de energia eléctrica,  abastecimento em veículos, residências e como combustível em diferentes indústrias, conforme descrito na secção sobre o gás natural para o mercado doméstico (2.3.6).

O Contrato de Partilha de Produção (PSA) foi celebrado em Outubro de 2000 entre o Governo, a ENH e a Sasol Petroleum Mozambique Lda (SPM), tem como objectivo pesquisar, avaliar, desenvolver e produzir gás natural não associado e petróleo leve das áreas adjacentes a área do APP.

Ao abrigo desde contrato, foi aprovado em 2015 o Plano de Desenvolvimento do Campo e em 2020 a respectiva  emenda,  visando a produção de gás natural e petróleo leve a partir dos depósitos  de Inhassoro, Temane e Pande, para viabilizar a construção de uma Infra-estrutura Integrada de Processamento (IPF na sigla inglesa) com as seguintes especificações  :.

  • Produção de 30 000 TPA de GPL dedicado ao mercado nacional;
  • Produção de 4 000 bbl/d de petróleo leve estabilizado dedicado para exportação;
  • Produção de 30 PJ de Gás Natural para a geração energia eléctrica através da Central Térmica de Temane (CTT) com capacidade de 450 MW e
  • Exportação do gás natural excedentário.

A referida Infra-estrutura foi comissionada e inaugurada a 03 de Dezembro, e espera-se o início da produção para Dezembro de 2025.

A 26 de Outubro de 2000 foram celebrados os termos e condições do Contrato de Gasoduto Moçambique-Secunda (Mozambique – Secunda Pipeline_MSP), entre o Governo (representado pelo Ministério de Recursos Mineiras e Energia), a Sasol Limited (Sasol) e a Mozambique Pipeline Investments Company Limited (ROMPCO), com o objectivo de transportar gás natural proveniente dos campos de Pande e Temane para abastecer o mercado nacional e sul africano.

Ao abrigo deste contrato e em conformidade com o Plano de Desenvolvimento do Gasoduto aprovado, a ROMPCO foi atribuída o direito de construir e operar o gasoduto de 26 polegadas de diâmetro,  867 km de extensão e com capacidade de transportar 122 MGJ/a.  

Com o aumento da demanda de gás, a capacidade do gasoduto foi incrementada para 212 MGJ/a através da instalação de um compressor do lado sul africano e de dois gasodutos paralelos ao gasoduto principal (Looplines) do lado moçambicano, conforme ilustrado na figura abaixo.

Figura: Gasoduto MSP

O gasoduto em questão possui 05 pontos de toma do lado moçambicano, que poderão ser usados como pontos de ligação para o fornecimento de gás natural na região sul do País.

Ao abrigo do Contrato de Concessão do Gasoduto, firmado em Janeiro de 2003 entre a  Matola Gas Company (MGC), a Gigajoule Africa Ltd, (GIGA) e o Governo da República de Moçambique, a MGC foi atribuída o direito  para construir e operar um gasoduto de transmissão de 8 polegadas de diâmetro e 70 km de extensão, para transportar gás natural dos campos de Pande e Temane  do ponto de toma do gasoduto MSP em Ressano Garcia para Matola e fornecer às diversas indústrias, serviços e habitação  na província de Maputo.

Operado pela MGC, o gasoduto fornece gás natural a rede de distribuição de Maputo e Marracuene e abastece gás a mais de 30 empresas incluindo a central térmica de Maputo.

Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção (CCPP), para Área 4, na Bacia do Rovuma foi celebrado entre o Governo e a Eni East Africa, S.p.A (EEA) e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P (ENH), detendo 90% e 10% respectivamente. Actualmente, a estrutura acionista da Área 4 incluí a Mozambique Rovuma Venture (MRV) S.p.A. que é uma Joint Venture co-propriedade da Eni, ExxonMobil e CNODC, com 70% de interesse participativo, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (ENH), com 10% de interesse participativo, a Galp Energia Rovuma B.V. com 10% de interesse participativo e a KOGAS Moçambique Ltd., com 10% de interesse participativo.

A Área 4, localiza-se à aproximadamente 250 km a nordeste da cidade de Pemba (Província de Cabo Delgado), 50 Km da costa, medidos a partir do limite oeste da concessão, em profundidades de água que variam entre 1.800 e 2.600 metros. A Àrea tem cerca de 70Km de largura e 200 Km de comprimento. A oeste, uma fronteira em linha recta divide a Área 4 da Área 1.

Com vista a maximizar a produção do deposito Coral Eoceno 441, a MRV, Operador da Área 4 submeteu a proposta do Plano de Desenvolvimento (PdD) do Projecto Coral Norte FLNG que consiste na construção de uma Infra-estrutura flutuante de processamento e liquefacção de gás natural (FLNG na sigla inglesa), para a produção de 3,55 MTPA  de Gás natural liquefeito, instalação de poços e sistemas de produção submarino, armazenamento e carregamento de GNL e condenado, o qual foi aprovado pelo Conselho de Ministros, pelo Decreto nº 9/2025 de 11 de Abril.

 Com a aprovação deste PdD espera-se que estejam disponíveis para uso no mercado doméstico até 25% do total de petróleo e gás a ser produzido, sendo que, 10% serão disponibilizados no início da produção, ou seja, no segundo semestre de 2028.

Em seguimento da aprovação do PdD do Projecto Coral Norte FLNG, a Concessionária tomou no dia 02 de Outubro de 2025, em Maputo, a Decisão Final de Investimento que consolidou Moçambique como uma Potência Energética, posicionando o país como o 14º maior exportador mundial de GNL e o 4º em África. O projecto prevê um investimento de cerca de 7,2 mil milhões de dólares e início de produção para 2028.

Ao abrigo do CCPP, o Governo aprovou o Plano de Desenvolvimento do Projecto Coral Sul FLNG, para o desenvolvimento  do depósito Coral Eoceno 441, com o objectivo de produzir e comercializar gás natural, através de uma Unidade Flutuante de Liquefação de gás natural, com capacidade de produzir 3,37 MTPA (Milhões de Toneladas por Ano) de Gás Natural Liquefeito (GNL) posteriormente expandida para 3,55 MTPA. Para além do GNL é produzido e exportado a partir deste projecto o condensado.

A decisão final de Investimento para o implementação do projecto foi alcançada de 2017 tendo iniciado a construção da Infra-estrutura petrolífera Coral Sul FLNG em de 2018,

Em 2022, a Infra-estrutura Petrolífera atracou em águas territoriais moçambicanas, tendo se iniciado o processo de ancoragem,, vistorias, inspeções e certificações, em conformidade com a legislação aplicável que culminou com a emissão da licença de operação em Agosto de 2022.

A produção de GNL através desde projecto teve início em Outubro de 2022 e em Novembro do mesmo ano foi realizada o primeiro carregamento do GNL e Condensado dedicados a exportação.

A 26 de Dezembro de 2006 foram aprovados os termos do Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção de Petróleo, “CCPP”, para Área 1, Offshore da Bacia do Rovuma, celebrado entre o Governo, a Anadarko Mozambique Área 1 Lda., como Concessionária e Operadora, (“AMA 1 ou Operadora”) e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P (ENH), com uma participação de 85 e 15%, respetivamente. Actualmente, os interesses participativos nesta Área 1 inclui a TotalEnergies E&P Mozambique rea1, Lda. (TEPMA1) com 26.5%, a Mitsui E&P Mozambique Area1 Limitada (MEPMOZ) com 20%, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P (ENH) com15%, a BPRL Ventures Mozambique B.V (BPRL) com 10%, a Beas Rovuma Energy Mozambique Limitada (BREML) com 10%, a ONGC Videsh Rovuma Limitada (ONGC Videsh) com 10% e a PTTEP Mozambique Area1 Limitada (PTTEP MZA1) com 8.5%.

Ao abrigo do CCPP, o Governo aprovou o Plano de Desenvolvimento do Campo Golfinho/Atum, para o desenvolvimento do Projecto Golfinho/Atum ( Mozambique LNG) que  consiste na produção de Gas natural Liquefeito (GNL) através de dois Módulos de Liquefação de gás natural, com capacidade 6,56 MTPA  cada, perfazendo um total de produção de 13,12 MTPA (Milhões de Toneladas por Ano). Para alem de produção de GNL, o projecto prevê o fornecimento de um total de 400 MMscfd para o mercado doméstico, sendo que numa primeira fase serão fornecidos 100 MMscfd.

Em Junho de 2019, o Operador anunciou a decisão final de investimentos (“FID”) para a materialização do projecto.

Em Maio de 2021, o Operador da Área 1 declarou a Força Maior e consequente interrupção das actividades em Palma e Afungi. Foi feito o levantamento da Força Maior para continuidade da execução do projecto.

Para além do deposito Coral Eoceno 441, as Concessionárias da Área 4 pretendem desenvolver o Campo Mamba, através do Plano de Desenvolvimento do  Projecto Rovuma LNG, a ser implementado em terra. O mesmo, foi aprovado pelo Conselho de Ministros através da resolução nº 29/2019 de 05 de Junho. .

O Projecto Rovuma LNG consiste em dois Módulos de Liquefação de gás natural, com capacidade 7,6 MTPA  cada, perfazendo um total de produção de 15,2 MTPA (Milhões de Toneladas por Ano), através dos recursos provenientes do campo Mamba localizado na Área 4 offshore da Bacia do Rovuma.

O desenvolvimento das actividades referente a este projecto sofreu um revés devido a situação de instabilidade e segurança no norte da Província de Cabo Delgado, o que levou o Operador da Área 1 Offshore da Bacia do Rovuma a accionar a cláusula de Força Maior e consequente interrupção das actividades em Palma e Afungi, instalações partilhadas pela Área 1 e Área 4, obrigando as concessionarias a manterem o projecto em condições suspensiva.

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ÁREA 1

Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.

ÁREA DE DESCOBERTA PROSPERIDADE

Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.

4 Reservatórios Transzonais:

  • Oligoceno Superior Norte;
  • Oligoceno Superior Sul;
  • Oligoceno Inferior;
  • Eoceno Superior;

ÁREA DE DESCOBERTA TUBARÃO

Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural

Os Reservatórios do são do Paleoceno.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural. 

DESCOBERTAS TUBARÃO TIGRE E ORCA (CRETÁCICO LEQUE 1, 2 E 3), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.

DESCOBERTA ORCA (LEQUE DO PALEOCENO MEDIO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.

A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.

O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.

DESCOBERTA TUBARÃO (EOCENO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.

O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.

O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.