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MAPUTO, 03-03-2026 | INP E NOD ALINHAM NOVO PROGRAMA DE COOPERAÇÃO PARA REFORÇO DA REGULAÇÃO

O Instituto Nacional de Petróleo (INP) e a Norwegian Offshore Directorate (NOD) realizaram, uma ronda de encontros técnicos e institucionais para alinhar os aspectos operacionais da implementação do novo programa de cooperação bilateral Energy for Development (EfD), programa lançado em 2023, com o objectivo de estabelecer um roteiro orientado para resultados que consolide a excelência regulatória e acompanhe as exigências internacionais na supervisão do upstream. A ronda de encontros envolveu quadros do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP).

A cooperação Moçambique–Noruega no sector da energia, com mais de 50 anos, tem sido determinante para fortalecer instituições, elevar a capacidade técnica e consolidar boas práticas de governação em toda a cadeia de valor do sector extractivo. A transição do anterior Oil for Development (OfD) para o Energy for Development (EfD) reflecte a evolução do contexto global, com maior ênfase na sustentabilidade, na descarbonização e na integração de soluções de energias renováveis.

No quadro desta nova abordagem, e atendendo às especificidades do sector petrolífero moçambicano, foi destacada uma prioridade técnica com impacto directo no upstream, nomeadamente, a redução de emissões para a atmosfera dos Gases de Efeito Estufa (GEE), com enfoque na mitigação de metano e no reforço da conformidade ambiental nas operações petrolíferas.

Enquanto regulador do upstream, o INP prevê beneficiar do suporte técnico da NOD, HAVTIL, NEA e do EfD para desenvolver e aperfeiçoar instrumentos regulatórios, procedimentos de monitoria, reporte e verificação e práticas de fiscalização orientadas para desempenho, com especial destaque para gestão ambiental, redução de metano e fortalecimento da segurança operacional. Esta cooperação reforça a ambição nacional de alinhar desenvolvimento do sector petrolífero com metas climáticas e compromissos de sustentabilidade, contribuindo para o percurso do país rumo à neutralidade carbónica até 2050.

Dércio Monteiro,  Director de Fiscalização e Segurança no INP, afirmou que os encontros têm sido produtivos e marcados por abertura de ambas as partes para um roteiro que fortalecerá o país em matéria de desenvolvimento institucional, gestão de recursos e transição energética. Sublinhou ainda que, embora o novo esquema privilegie a componente ambiental, incluindo soluções como Captura e Armazenamento de Carbono (CCS), o EfD está alinhado com as directrizes da Estratégia Nacional de Transição Energética Justa de Moçambique, um instrumento guia que estabelece metas e prioridades para viabilizar investimentos visando assegurar alcance da neutralidade de carbono do país.

Um dos pontos centrais em discussão é a forma como a cooperação pode apoiar Moçambique a enfrentar desafios financeiros indirectamente, através de ganhos de governação. De acordo com a NOD, quadros legais claros, previsíveis e transparentes, aliados a uma regulação eficaz, reduzem riscos, melhoram a confiança e tornam o ambiente mais atractivo para investimento privado e apoio de parceiros internacionais.

Com início em 2025, o EfD terá duração inicial de dois anos (até 2027), podendo ser prorrogado, e deverá produzir ganhos imediatos para o regulador: capacitação técnica do INP em excelência regulatória, supervisão do upstream, gestão de recursos e incorporação de metas e práticas de descarbonização na regulação e no desenvolvimento do sector petrolífero.

Com este alinhamento, o INP reafirma o seu compromisso de regular e fiscalizar as operações petrolíferas com base em padrões internacionais, assegurando que a pesquisa e produção de hidrocarbonetos em Moçambique decorra com mais transparência, segurança e responsabilidade ambiental, e que os recursos naturais continuem a contribuir para o desenvolvimento económico e social do país.

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ÁREA 1

Na sequência do 2º concurso público para a concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, às companhias Anadarko Mozambique Area 1 e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, foi-lhes adjudicada a Área 1 em ambiente offshore da Bacia do Rovuma. A referida Área encontra-se localizada na parte norte da Província de Cabo Delgado, em águas rasas à muito profunda. O Contrato de Concessão de áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos (CCPP) foi assinado a 20 de Dezembro de 2006 e com a data efectiva a partir de 1 de Fevereiro de 2007.

ÁREA DE DESCOBERTA PROSPERIDADE

Estimativa mediana de 43 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás.

4 Reservatórios Transzonais:

  • Oligoceno Superior Norte;
  • Oligoceno Superior Sul;
  • Oligoceno Inferior;
  • Eoceno Superior;

ÁREA DE DESCOBERTA TUBARÃO

Estimativa mediana de 3,4 (triliões de pés cúbicos) Tcf de gás natural.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Estimativa mediana de 8,4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural

Os Reservatórios do são do Paleoceno.

ÁREA DE DESCOBERTA ORCA

Área de Descoberta Tubarão Tigre (1254 km2), tem 3 reservatórios do Cretáceo (K1,K2 e K3), sendo o K2 o melhor em Orca e Tubarão-Tigre e possui uma estimativa mediana de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural. 

DESCOBERTAS TUBARÃO TIGRE E ORCA (CRETÁCICO LEQUE 1, 2 E 3), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

A avaliação técnica completa do potencial do Cretáceo na Área 1, ente as Áreas de Descoberta Tubarão Tigre e Orca, determinou que contém reservatórios pequenos, descontínuos e de baixa qualidade, e isso provavelmente apresentaria desafios significativos no fornecimento de quantidades comercias de gás. Dos três reservatórios de Cretáceo (K1,K2 e K3) avaliados, o melhor é o K2 em Orca e Tubarão-Tigre que possui recurso médio de 0.323 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural.

DESCOBERTA ORCA (LEQUE DO PALEOCENO MEDIO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita na Área 1 pela Anadarko em 2013 através furo Orca-1, cujo reservatório é de idade do Paleoceno Médio, tendo sido subsequentemente avaliada através dos furos Manta-1, Orca-2, Orca-3 e Orca-4.

A descoberta localiza-se a cerca de 10 Km da linha da costa, 250 Km da cidade de Pemba. Este reservatório é de idade do Paleoceno Médio e não é partilhado. A estimativa média dos recursos é de cerca de 8.4 Tcf (triliões de pés cúbicos) de gás natural in situ, segundo estimativas submetidas pela Total.

O reservatório na descoberta Orca encontra-se a profundidades que variam de 4000 à 5000m abaixo do nível médio do mar, e a coluna de água de cerca de 600m à 1200m. A extensão é de cerca de 30 Km.

DESCOBERTA TUBARÃO (EOCENO), ROVUMA OFFSHORE ÁREA 1

Esta descoberta foi feita pela Anadarko em Janeiro de 2011 através do furo Tubarão-1 e avaliada pelo furo Tubarão-2 (negativo) em 2013. A descoberta localiza-se a cerca de 25 Km da linha de costa, 50 Km do Nordeste do distrito da Mocímboa da Praia e 200 Km do Nordeste da Cidade de Pemba.

O reservatório encontra-se completamente na Área 1. A estimativa média dos recursos é de cerca de 3,4 tcf (triliões de pés cúbicos) de gás in situ.

O reservatório encontra-se a uma profundidade de 3500 a 4000 metros abaixo do nível médio das águas do mar. A coluna de água varia entre 800 e 1200 metros. A extensão da descoberta Tubarão é de cerca de 20 Km orientado de Oeste à Este.